A Profecia de Jesus Sobre O Fim do Mundo! O Palco Já está Pronto!

E, estando Jesus assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

OS FALSOS PROFETAS E A COMERCIALIZAÇÃO DA FÉ CRESCENDO VERTIGINOSAMENTE, OUVIMOS FALAR EM GUERRAS E RUMORES DE GUERRA COMO NUNCA ANTES, NAÇÕES E REINOS EM CONSTANTE BATALHA, FOMES E ESCASSEZ DE ALIMENTOS, DOENÇAS NOVAS E SE TORNANDO IMUNES AOS MEDICAMENTOS, A INCIDÊNCIA DE TERREMOTOS AUMENTANDO, TANTO EM NÚMERO, QUANTO EM MAGNITUDE, O EVANGELHO JÁ ESTÁ SENDO PREGADO EM TODO O PLANETA E A PERSEGUIÇÃO AUMENTANDO CADA VEZ MAIS. A RAIVA QUE O POVO SENTE AO SOMENTE OUVIR FALAR EM JESUS, E ATÉ MESMO ESSA PRÓPRIA POSTAGEM, DEVE ESTAR IRRITANDO MUITA GENTE, CERTAMENTE POUCOS SÃO OS QUE DEVEM COMPARTILHÁ-LA.
NA VERDADE O PALCO ESTÁ PRONTO, SÓ FALTA QUE OS ATORES DESSE MÓRBIDO ESPETÁCULO CONCLUAM SEU PLANO DE ESTABELECER A SUA INFAME E ABOMINÁVEL NOVA ORDEM MUNDIAL.

Com base em experiências de campo, anualmente, os sites World Watch List e o Portas Abertas, publicam uma lista com os 50 países mais opressores ao cristianismo. Há três principais objetivos para esse levantamento: fazer dessa classificação um instrumento mais preciso de medição da extensão da perseguição aos cristãos hoje; determinar onde a necessidade é mais urgente e; assim, planejar melhor projetos e ações.

Perseguição é “toda e qualquer hostilidade vivenciada em qualquer lugar do mundo, como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo. Isso inclui atitudes, palavras ou ações hostis contra os cristãos, partindo de fora do cristianismo ou em meio a ele”. Ron Boyd-MacMillan.

Em comparação ao ano anterior, a Classificação de Países por Perseguição, originalmente chamada de World Watch List – WWL, chegou em 2013 com alterações significativas e destaques bastante curiosas; a começar pela maneira com que a listagem foi feita.

A explicação é bastante simples: até 2012, o questionário elaborado pela Portas Abertas, que considerava as áreas onde a perseguição religiosa era mais latente, era composto por perguntas genéricas, rápidas, e não muito aprofundadas. Para a classificação desse ano, o questionário apresentado aos cristãos em campo foi reestruturado e alguns fatores e detalhes foram postos na balança. O relatório passou a considerar dois aspectos da perseguição religiosa: o contexto da perseguição e as diferenças de perseguição de acordo com as comunidades hostilizadas.

Por esse motivo, esse ano surgiram importantes mudanças nas dez primeiras posições, com novos países que passam a integrar o quadro dos 50 mais intolerantes à fé cristã. Ao comparar a classificação de 2013 com a de 2012, atente-se aos seguintes destaques:

 

  • Países novos entraram na lista: Mali (7ª), Tanzânia (25ª), Quênia (40ª), Uganda(47ª) e o Níger (50ª).  
  • Como já citado, o Mali, na África, que não apareceu em classificações anteriores, já chega ocupando a 7ª colocação. Isso se deu porque, após um golpe militar de Estado em março de 2012, o país vive hoje um momento de tensões e mudanças políticas, o que reflete diretamente na perseguição à Igreja. O norte foi dominado por milícias islâmicas e, portanto, todas as igrejas dessa região foram destruídas e milhares de cristãos tiveram que fugir para o sul ou para países vizinhos. 
  • Há onze anos consecutivos, a Coreia do Norte figura em primeiro lugar no ranking.
  • Iraque está agora no TOP 5 da lista. Pulou da 9ª para a 4ª posição no quadro geral. Desde 2003, quando a invasão liderada pelos EUA derrubou o regime de Saddam Hussein, os cristãos tem sido alvo constante de grupos radicais islâmicos que atuam no país. 
  • Síria subiu 25 posições, a Etiópia 23 e a Líbia 9, o que significa que a perseguição nesses países se intensificou.  
  • Nigéria se manteve no 13º lugar, mas a perseguição que antes era considerada somente no norte do país, agora se expandiu para todo o território. 
  • China desceu do 21º lugar para o 37º e o Egito do 15º para o 25º. Entenda, porém, que essas alterações nas posições não significam, necessariamente, uma melhora na perseguição religiosa na China e no Egito, especificamente. O que acontece é que, devido à mudança na forma de classificação dos países, em alguns lugares a perseguição religiosa é maior do que nessas nações, o que fez com que muitos países descessem no ranking sem que a hostilidade aos cristãos tenha diminuído de fato. 

O esclarecimento acima pode aclarar também porque alguns países deixaram o ranking, mas não devem sair da sua lista de orações, já que a perseguição não acabou. São eles: CubaBangladeshChechêniaTurquia e Belarus. É, novamente, a nova maneira de aferir a perseguição que provocou tal movimento na tabela. Relatos do campo informam que, sim, em determinados países, como a China, há sinais de melhora, mas, mesmo assim, as pressões contra minorias religiosas permanecem.

A boa notícia é que a perseguição tende a estar relacionada com o crescimento e o testemunho, e normalmente refina e fortalece a fé dos cristãos, não o oposto. Por isso, em geral, o aumento das pressões contra o cristianismo mostra que a Igreja está crescendo.

 

RANKING 2013 / 2012

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Confira abaixo uma visão detalhada dos 11 países com nível extremo de perseguição.

 

Bandeira da Coreia do Norte  1. Coréia do Norte 

 

Rank: 1 – Posição em 2012: 1 Pontuação: 87/100
Líder: Kim Jong-Un Governo: Ditadura Comunista
Religião: Ateísmo / Crenças tradicionais População: 24,5 milhões (400 mil cristãos)

 

 

 

 

 

 

 

Pelo décimo primeiro ano consecutivo, este é o lugar mais difícil do mundo para ser um cristão.

 

Os cristãos são presos, torturados e mortos. No entanto, a Igreja está crescendo: há cerca de 400.000 cristãos no país.

 

 

A Igreja 

O cristianismo chegou à península coreana, no final do século XVII, através de católicos coreanos feitos prisioneiros de guerra e enviados ao Japão pelos algozes japoneses que invadiram o país com o propósito de dominar a China. Em terras nipônicas, os coreanos tiveram contato com o evangelho (muitos dos quais se tornaram mártires) e, quando puderam retornar a seu país, levaram consigo a nova fé. O início do cristianismo no país se deu no século XVIII (1793), quando a igreja passou por perseguições isoladas, mas suas raízes já estavam suficientemente fortes e fincadas na Coreia. Antes da guerra que dividiu a península corenana, a capital do país, Pyongyang, abrigava quase meio milhão de cristãos, constituindo na época 13% da população. Após a guerra, muitos cristãos fugiram em direção ao sul ou foram assassinados. 

A perseguição

A Constituição prevê a “liberdade religiosa”, no entanto, na prática, o governo restringe severamente qualquer atividade religiosa, exceto o que possa ser supervisionado rigorosamente por grupos reconhecidos oficialmente, ligados ao governo. Uma autêntica liberdade religiosa não existe, apenas igrejas rigorosamente controladas pelo governo. As igrejas que existem na cidade hoje são basicamente “igrejas de fachada”, servindo à propaganda política sobre a liberdade religiosa no país. Quase todos os cristãos na Coreia do Norte pertencem a igrejas não-registradas e clandestinas. O culto deles se constitui de um encontro “casual” de dois ou três deles, em algum lugar público. Lá eles oram discretamente e trocam algumas palavras de encorajamento.

A perseguição aos cristãos foi intensa durante o período de dominação japonesa, especialmente devido à pressão exercida pelos dominadores para a adoção do xintoísmo como religião nacional. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Inicialmente os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confiscados e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao ser derrotados na Guerra da Coreia, soldados norte-coreanos em retirada frequentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação.

O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, quer esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, quer tenha contato com outros cristãos (na China, por exemplo). Os cristãos que sobrevivem às torturas são enviados aos campos de concentração. Lá, as pessoas recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade para sustentar o corpo, que deve trabalhar 18 horas por dia. A menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida.

Desde o final do século XIX, cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da Newsweek. Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coreia do Norte, falecido recentemente, veio de uma família cristã devota.

De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos. Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os “cultos telefônicos” têm de ser rápidos e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coreia do Norte usa rastreadores para localizar os telefones. Após a morte de Kim Jong-Il em dezembro de 2011 a pressão do governo sobre os cristãos tem aumentado cada vez mais.

História e Política

Localizada na metade setentrional da Península da Coreia, no leste asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por altas montanhas separadas por vales estreitos e profundos. Densas florestas cobrem cerca de dois terços do país. O topônimo Coreia deriva-se de Koryo, “alto e belo”, nome da dinastia que governou o país de 918 a.C. até 1392 d.C. Os habitantes da península coreana imigraram da Sibéria entre os séculos X e XIII a.C. No ano 108 a.C., os chineses dominaram a península e a dividiram em 4 colônias chinesas. No século XIII, Koryo foi invadida por mongóis, que passaram a ter grande influência na corte. E em 1392, Yi Song-gye fundou a dinastia Choson (Yi), que durou até 1910.

O século XX foi decisivo para a configuração política atual do país. Com interesses políticos e econômicos sobre a península coreana e sobre outros países da Ásia, o Japão anexou a Coreia ao seu território, transformando o país em seu protetorado. Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a Coreia se viu livre para se consolidar como nação independente no cenário mundial. Foi a partir de 1945 que o cenário político atual da Coreia começou a se formar: nesse ano, com o apoio da União Soviética, o norte se proclamou independente do sul, recusando-se a cooperar com as Nações Unidas e passando a se chamar República Democrática Popular da Coreia, chefiada pelo primeiro ministro Kim Il Sung.

No ano de 1950, o norte invadiu o sul da península, na tentativa de unificar a península sob o regime comunista, desencadeando a “Guerra da Coreia” (1950-1953), que culminou com a divisão definitiva da Coreia e a criação de dois novos países: Coreia do Norte e Coreia do Sul, o primeiro comunista e o último capitalista. O armistício assinado em 1953 definiu o paralelo 38 como a zona desmilitarizada da Coreia. A zona desmilitarizada entre os dois países continua sendo uma das áreas mais fortificadas e impenetráveis do mundo. A guerra quase irrompeu novamente no fim da década de 90, mas foi evitada graças a esforços diplomáticos. Não obstante, ainda há grande tensão entre as duas Coreias.

Desde a divisão, a Coreia do Norte teve apenas dois presidentes: Kim II Sung, que governou o país até 1994 e seu filho Kim Jong-il, que está no poder desde então. O governo exerce uma política unipartidária e é considerado como uma autocracia, ou ditadura comunista totalitária. O país tem sido profundamente marcado por um “culto à personalidade” que elevou o falecido ditador King Il-Sung, pai de Kim Jong-Il, à posição de deus. No dia 17 de dezembro de 2011 o ditador Kim Jong-il faleceu de ataque cardiaco aos 69 anos de idade, seu filho, Kim Jong-Un foi nomeado como o novo líder do país em 31 de dezembro do mesmo ano.

População

A população norte-coreana é de pouco mais de 24 milhões de pessoas, sendo 60% urbana. Etnicamente, ela é constituída quase que totalmente por coreanos (99%). Há um pequeno número de chineses e japoneses residindo no país. Segundo estimativas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas, como xamanismo, confucionismo ou budismo. Há grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos.

Quase 100% da população é alfabetizada e tem acesso à educação. A população sofre com a fome, já que normalmente os alimentos do país são primordialmente direcionados ao exército.  Há abertura para organizações humanitárias atuarem, a fim de aliviar a fome da população, mas os esforços não são suficientes. Isso acontece parcialmente por causa da corrupta liderança das forças militares. Eles interceptam muitas cargas de alimento e desviam-nas para os seus soldados. O próprio presidente Kim Jong-Il disse, certa vez, que só precisa que 30% da população sobreviva.

Economia

A economia da Coreia do Norte é totalmente centralizada no Estado, totalmente planejada pelo governo; a indústria pesada e a agricultura (arroz, milho, batata, soja) são as principais atividades econômicas do país. Pyongyang é o centro comercial do país; as relações econômicas da Coreia do Norte com outros países são poucas, sendo a China o principal parceiro comercial do país. O turismo é também uma importante fonte de renda para a Coreia do Norte: todo turista ou grupo de viajantes deve conhecer o país sempre acompanhado de um guarda ou representante do Estado.

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Bandeira da Coreia do Norte  2. Arábia Saudita 

 

Rank: 2 – Posição em 2012: 3 Pontuação: 75/100
Líder: Rei Abdullah Governo: Monarquia
Religião: Islamismo População: 26,5 milhões (1,25 milhões de cristãos)

 

 

 

 

A liberdade religiosa não existe nesse reino islâmico. Todos os envolvidos em religiões religiosas não muçulmanas podem ser presos, deportados ou torturados.

A Igreja

De acordo com a tradição, o apóstolo Barnabé foi o primeiro a levar o evangelho à Arábia Saudita. Quando o islamismo chegou à região já havia uma grande população de cristãos. Após o islamismo assumir o controle no século VII, todos os cristãos foram expulsos do país. Desde então, nenhuma missão foi autorizada a entrar na Arábia Saudita. Atualmente, a maioria dos cristãos no território saudita é constituída de estrangeiros que vivem e trabalham nas bases militares ou para as companhias de petróleo. Há um pequeno grupo de cristãos sauditas não declarados, vivendo sob constante temor de ser descobertos, presos e executados. Eles encaram os novos convertidos não com júbilo, mas com medo e suspeita, e esta atitude impede o crescimento da Igreja. Há convertidos sauditas, mas é extremamente difícil se chegar a um número exato, pois não estão organizados em igrejas, nem em grupos domésticos.

A perseguição

O governo não reconhece legalmente a liberdade religiosa e nem dá proteção a grupos que se reúnam ilegalmente. A prática pública de religiões não muçulmanas é proibida. A Arábia Saudita é uma monarquia islâmica sem proteção legal à liberdade de religião. O islamismo é a religião oficial e a lei exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos. De acordo com a Sharia, a apostasia (abandono do islamismo) é considerada um crime punível com a morte, se o acusado não se retratar. O governo reconhece o direito de cristãos estrangeiros cultuarem em particular.

Os cristãos que exercem sua fé de modo particular e discreto quase nunca são incomodados. Entretanto, há problemas quando cidadãos se queixam dos cultos realizados pelos vizinhos. Alguns alegam que informantes pagos pelas autoridades se infiltram em seus grupos cristãos particulares. O governo oferece uma recompensa equivalente a um ano de salário – um prêmio tentador para muitos – a qualquer pessoa que denunciar uma reunião cristã. O proselitismo e a distribuição de materiais não muçulmanos, como Bíblias, são ilegais. Tais materiais estão sujeitos ao confisco, apesar de as normas parecerem aplicar-se arbitrariamente. O governo restringe a liberdade de expressão e de associação; a imprensa exerce a autocensura com relação a assuntos delicados, como a liberdade de religião.

História e Política

Circundada pelo Mar Vermelho e pelo Golfo Pérsico, a Arábia Saudita está localizada no coração do Oriente Médio e possui fronteiras com sete países. Grande parte de seu território é desértico, com a presença de alguns poucos oásis. A maioria dos sauditas vive em grandes cidades, tais como Riad (sede do reinado), Jidá (onde se localiza o mais importante porto do país), Ad Damman (produtora de petróleo), Meca (o coração do islã, aonde todos os muçulmanos do mundo devem ir pelo menos uma vez na vida) e Medina (cidade sagrada e centro cultural). Medina é a cidade para a qual Maomé fugiu, [Hégira] em 622 d.C., quando foi perseguido em Meca por divulgar o Islã.

Acredita-se que a Arábia Saudita era o lar original de alguns povos bíblicos, como os cananeus e os amorreus. Muitos impérios antigos dominaram o território saudita nos períodos anteriores ao nascimento de Cristo. Alexandre, o Grande, tinha planos de conquistar a região, mas morreu antes de realizá-los. O primeiro grande acontecimento que marcou a Arábia Saudita foi o nascimento de Maomé, em 570. Por seu intermédio, o islã foi fundado no século VII e, desde então, as batalhas políticas e históricas ocorridas no país ficaram restritas às várias vertentes islâmicas lutando pelo poder. O nome saudita deriva de uma disputa política entre duas famílias tradicionais da Arábia, os Al Saud e os Al Rashid, em que os primeiros saíram vitoriosos. Após reconquistar e unificar (1932) os reinos dominados pela família Al Rashid, o rei Ibn Saud deu à Arábia seu sobrenome, permanecendo até hoje como Reino Arábia Saudita.

Desde então, este reino tem procurado caminhar em uma frágil linha entre o relacionamento com o mundo exterior e o isolamento, para preservar a pureza da fé islâmica. Atualmente, o país continua sendo governado por uma monarquia baseada na Sharia, a lei islâmica. Em março de 1992, uma série de decretos reais criou o primeiro Código de Direitos do país. Não há poder legislativo e as leis são estabelecidas pelo rei e por seus ministros. Em sua bandeira há uma frase que define o tipo de política adotada pelo Reino Saudita – o país é um Estado islâmico governado por uma monarquia, o rei é o chefe de estado e governo. O texto em árabe diz: “Não há nenhum Deus além de Alá e Maomé é seu profeta”. Esse texto é a Shahada, que significa “testemunho” e é a declaração de fé islâmica, a profissão de fé dos muçulmanos e o primeiro dos cinco pilares do Islã.

Na Arábia Saudita, é o Islã que legitima o governo do rei, que é responsável pela manutenção do estado teocrático.

População

Há cerca de 42 grupos étnicos na Árabia Saudita, todos unidos por um forte nacionalismo religioso. A população é adepta do Islamismo Sunita.

Economia

A Arábia Saudita tem uma economia baseada no petróleo, com forte controle governamental sobre as principais atividades econômicas. Possui cerca de 20% das reservas mundiais de petróleo comprovadas, classificando-se como o maior exportador de petróleo do mundo e desempenhando um papel de liderança na OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). O setor petrolífero representa cerca de 80% das receitas orçamentais, 45% do PIB e 90% das receitas de exportação. A Arábia Saudita incentiva o crescimento do setor privado, a fim de diversificar a sua economia e empregar mais cidadãos sauditas.

O país tem aumentado os esforços nas áreas de geração de energia, telecomunicações, exploração de gás natural e petroquímica. Quase 6 milhões de trabalhadores estrangeiros desempenham um papel importante na economia do país, especialmente nos setores de petróleo e de serviços, enquanto Riad luta para reduzir o desemprego entre os seus nacionais. As autoridades estão particularmente concentradas em empregar sua grande população jovem, que geralmente não tem a educação e as competências técnicas para atender às necessidades do setor privado. Riad substancialmente impulsionou as despesas relativas à formação profissional e educação, mais recentemente com a abertura da Universidade de Ciência e Tecnologia – a primeira universidade da Arábia Saudita, coeducacional. Como parte de seu esforço para atrair investimentos estrangeiros, a Arábia Saudita aderiu à OMC (Ordem Mundial do Comércio) em dezembro de 2005, depois de muitos anos de negociações. O governo começou a criação de seis “cidades econômicas” em diferentes regiões para atrair investimento estrangeiro, planejando gastar 373 bilhões de dólares entre 2010 e 2014 no desenvolvimento social e nos projetos de infraestrutura, para promover o desenvolvimento econômico do país.

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Bandeira do Afeganistao  3. Afeganistão 

 
Rank: 3 – Posição em 2012: 2 Pontuação: 74/100
Líder: Presidente Hamid Karzai Governo: República Islâmica
Religião: Islamismo População: 30,4 milhões (milhares de cristãos)

 

 

 

 

Os cristãos no Afeganistão que falam sobre sua fé enfrentam violência e ameaças de morte. Mas apesar de todos os perigos, o cristianismo continua a crescer.

A Igreja

O Cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Por volta de 400 d.C., já havia um bispo instalado na cidade de Herat. A partir do século XIV, através do conquistador Emir Timur, deu-se inicio à erradicação do cristianismo. A Igreja afegã sofreria também sob outros governos, como o soviético (que comandou o país de 1978 a 1992) e o Talibã (1996-2001). Após assumir o governo do país em 1996, o Talibã impôs duras restrições a outras religiões, proibindo conversões, liberdade de culto e evangelismo. Outro grupo que sofreu sob o governo teocrático do Talibã foi o das mulheres, que foram impedidas de frequentar as mesquitas e de ir à escola, acentuando ainda mais o alto nível de analfabetismo no país.

A perseguição

A Constituição afirma que o Islamismo é a religião oficial do país e que os seguidores de outras religiões têm o direito de professar sua fé e praticar seus ritos e cultos abertamente, desde que dentro dos limites impostos pela lei islâmica (Sharia). Como na maior parte dos países islâmicos, os sunitas são maioria também no Afeganistão, onde os xiitas compõem a segunda maior seita islâmica e o restante da população é dividido entre cristãos, hindus, Bahá’ís e outras seitas oriundas do islamismo.

A conversão de um muçulmano a outra religião é considerada apostasia, sendo punível com a morte em algumas interpretações da lei islâmica no país. O código penal não define apostasia como crime e a Constituição proíbe a punição por crime não definido no código penal, que, no entanto,  afirma que os crimes graves, incluindo a apostasia, seriam punidos de acordo com a Hanafi, jurisprudência religiosa, e manipulados por um procurador-geral do escritório. Cidadãos do sexo masculino com idade acima de 18 e do sexo feminino acima de 16 anos, de mente sã, que se converteram a outra religião que não o islã, têm até três dias para se retratar de sua conversão, ou serão sujeitos a morte por apedrejamento, à privação de todos os bens e posses e à anulação de seu casamento. O mesmo acontece quando o individuo é acusado do crime de blasfêmia.

Sobre a conversão de muçulmanos a outras religiões, especialmente ao cristianismo, o embaixador afegão nos EUA disse que a Constituição do país garante a liberdade religiosa e a lei Sharia não entra em conflito com as leis do país. Ele disse tambem que é preciso levar em conta que a sociedade afegã é muito conservadora. “O governo só não deseja que os princípios de outras religiões dominem o país”.

História e Política -Talibã

Localizado no sul da Ásia, entre a Ásia Central e o Oriente Médio, o Afeganistão foi ao longo de sua história uma rota percorrida por muitos conquistadores, como Alexandre, o Grande, e Gengis Khan, devido à sua posição estratégica na região. Seu conjunto cultural e linguístico é formado pela língua, cultura e religião de povos vizinhos (Paquistão, Índia, Irã, China, Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão), sendo, dessa forma, influenciado pelas culturas grega, persa e hindu. Após sua independência da Grã-Bretanha, em 1919, o Afeganistão passou por pelo menos três tipos de governo: autocracia monárquica (1929-1973), regime comunista (1978-1992) e estado teocrático (1996-2001).

Quando chegou ao poder, em 1996, o Talibã estabeleceu o Emirado Islâmico do Afeganistão, que tinha como principal objetivo político-religioso a implementação da lei islâmica, Sharia. Dessa forma acreditavam conseguir uma unidade nacional e um estado de paz permanente, após anos de guerra civil. Atualmente o sistema de governo adotado pelo Afeganistão é o de República Presidencialista.

População

A população do Afeganistão é de aproximadamente 30 milhões de habitantes. O país é composto por alguns grupos étnicos (turcomanos, uzbeques, tadjiques e hazaras) com práticas linguísticas e culturais diferentes, sendo o principal deles o pashtun, um grupo sunita que representa hoje 42% da população e se localiza ao sul e leste do país. O grupo radical nacionalista islâmico Talibã se origina dessa etnia. A maioria dos xiitas são membros do grupo étnico hazaras, que compõem 1/5 da população do país, tradicionalmente segregada do resto da sociedade por uma combinação de fatores políticos, étnicos e religiosos, alguns dos quais resultaram em conflitos.

Os hazaras acusaram o governo de dar tratamento preferencial aos pashtuns e a outras minorias, ignorando, sobretudo a etnia hazara. O governo fez esforços significativos para enfrentar tensões históricas que afetam a comunidade hazara. Xiitas geralmente são livres para participar plenamente da vida pública. Com as reformas do governo, os hazaras ganharam acesso às universidades, aos empregos públicos e a outras atividades e direitos, sendo que, antes, lhes era negado até o direito de ser alfabetizados.

Economia

A economia do país é baseada na agricultura. O governo afegão tem tentado mudar a cultura de plantio e comércio da papoula (entorpecente que tem tornado milhares de cidadãos dependentes químicos e, ao longo dos anos, financiado as ações do Talibã) para o de outras culturas, como feijão e milho, além de receber doações em grãos e dinheiro de outros países e de ter como principais parceiros comerciais os países vizinhos. Devido à destruição gerada pelas seguidas guerras civis, o país é um dos mais pobres do mundo, com um alto nível de analfabetismo, sendo extremamente dependente de doações externas.

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Bandeira do Iraque  4. Iraque 

 
Rank: 4 – Posição em 2012: 9 Pontuação: 74/100
Líder: O Primeiro Ministro Nouri Al-Maliki Governo: Democracia Parlamentar
Religião: Islamismo População: 31,1 milhões (330 mil cristãos)

 

 

 

 

A Igreja

O cristianismo chegou ao Iraque (antiga Mesopotâmia) aproximadamente no ano 33 d.C., através de São Tomé. A origem da Igreja iraquiana se deu entre os caldeus. Hoje a Igreja Católica Caldeia forma a maior comunidade cristã do Iraque. A Mesopotâmia era uma região vital para a sobrevivência dos cristãos do primeiro século, principalmente para aqueles que foram perseguidos pelo Império Romano, já que era dominada pelos inimigos de Roma, os persas. Do século IV ao XIV, o Iraque teve muitas igrejas e mosteiros cristãos em cidades como Bagdá, Basra, Kirkuk, Mosul e Erbil.

Antes dos exércitos norte-americanos invadirem o Iraque, em 2003, a Igreja tinha um número aproximado de 800 mil cristãos; hoje esse número caiu para cerca de 500 mil: muitos saíram do país fugindo da perseguição, da guerra e das dificuldades causadas por ambas.

O Iraque é, portanto, um dos primeiros lugares do mundo aonde o evangelho chegou e a Igreja sobrevive lá até hoje. Atualmente, todos os grandes grupos cristãos encontram-se no país: católicos caldeus, ortodoxos assírios e evangélicos.

A Perseguição

A perseguição mais cruel que a igreja iraquiana enfrentou na antiguidade se deu entre os anos 339 e 379 d.C. sob o reinado do sassânida Shah Shapur II, que a considerava uma ameaça ao Império Sassânida por suas ligações com o cristianismo do seu principal rival, o Império Romano do Oriente (Império Bizantino).

Mesmo após a chegada do Islamismo ao Iraque, nos séculos VII e VIII, as igrejas e mosteiros continuaram estabelecidos e crescendo ali, principalmente nos séculos XII e XIII. As invasões mongóis no século XVIII trouxeram mais tolerância religiosa para os cristãos, de modo que inconvenientes legais e impostos que os muçulmanos haviam colocado sobre os cristãos foram abolidos. No século XVI, o Iraque foi novamente dominado pelos muçulmanos do Império Turco-Otomano, voltando a pagar pesados impostos e a obedecer às regras impostas pelos otomanos. Durante o governo do rei Faysal I (1920-30), os cristãos foram tolerados e respeitados, pois este monarca, além de considerá-los povo semita (assim como muçulmanos e judeus), não os via como adeptos de uma religião contrária à sua, mas como cidadãos iraquianos.

Ao longo de sua história, comunidades cristãs inteiras foram expulsas ou eliminadas em todo o Oriente Médio e Ásia Central: igrejas foram fechadas ou destruídas, bispos e clérigos foram presos e torturados. Nos anos 2000, a situação tem piorado para a comunidade cristã. Muitos se mudaram para o Curdistão, região autônoma no norte do país, onde há relativa segurança. O governo tem se mostrado incapaz de proteger os cidadãos, especialmente as minorias. Assim, há uma espécie de anarquia, em que a minoria cristã é a que mais sofre. Grupos criminosos de fundamentalistas islâmicos lutam uma guerra não-oficial contra os cristãos, tentando acabar com a herança cristã no país. Templos e mosteiros foram destruídos; cristãos foram raptados e mortos.

A perseguição não se dá de forma sistemática. No entanto, quase todos os grupos independentes (alheios ao governo) se posicionam contra a minoria cristã. Sabe-se que nas cidades de Bagdá e Mosul cobram-se taxas de não-muçulmanos, há conversão forçada ao islã, sequestros e vandalismo nas igrejas. Esses casos são muito numerosos, mas é quase impossível encontrar alguém que testemunhe tais fatos.

História e Política

A Mesopotâmia, região onde o Iraque está localizado hoje, já foi o centro do Oriente Médio e da civilização mundial na Idade Antiga. O nome Iraque deriva da cidade suméria Uruk, considerada a primeira grande cidade do Império Sumério. Outra teoria é a de que deriva do termo árabe al-Irak, que significa “terras baixas”.

Os sumérios, considerados a primeira civilização do mundo, utilizaram as terras férteis e o abundante suprimento de água da região, desenvolvendo uma sociedade complexa. Seus sucessores, os acádios, criaram o famoso Código de Hamurabi, que era o mais completo sistema de leis da época.

Posicionada numa região estratégica, no coração do antigo Oriente Médio, a região foi objeto de cobiça de inúmeros conquistadores, entre os quais estão os assírios e os caldeus, criadores dos Jardins Suspensos da Babilônia, posteriormente dominados por Ciro, o Grande, em 539 a.C. Em 331 a.C., o rei persa Dario III foi derrotado pelo Macedônio Alexandre, o Grande. Esse episódio marcou o inicio da colonização grega na região. Mais tarde a Mesopotâmia foi dominada pelo Império Romano e pelos Persas Sassânidas. Essa disputa pela região, entre os dois impérios, durou até a chegada dos árabes, no século VII. Esses novos dominadores introduziram uma nova cultura, baseada na religião islâmica, transformando Bagdá na capital do Império Abássida e no centro cultural e educacional islâmico por cerca de 5 séculos.

O Iraque viveu sob o comando de vários conquistadores, entre eles os mongóis, os turcos-otomanos e os ingleses, logo após a I Guerra Mundial. Os britânicos colocaram um rei no trono iraquiano, mas uma revolução militar em 1958 resultou na derrubada da monarquia, na instalação do Partido Socialista Árabe (quando se iniciou a era Saddam Hussein) e na Constituição Provisória de 1970. O país passou por uma guerra contra o vizinho Irã na década de 1980, por questões de delimitação territorial. Em 1990-91, o Iraque invadiu o Kuwait, com a intenção de controlar os poços de petróleo do país. Algumas nações do ocidente e do Oriente Médio interferiram no conflito, conseguindo impedir a vitória do então presidente Saddam Hussein – no episódio conhecido como Guerra do Golfo.

Em abril de 2003, os EUA invadiram o Iraque com o intuito de tirar Saddam Hussein do poder, sob a alegação de que ele estava desenvolvendo armas (químicas) de destruição em massa. Esse conflito culminou com a queda do regime de Saddam Hussein e sua morte, em 2006. Hoje o Iraque é uma democracia parlamentar, com eleições presidenciais a cada 4 anos. O ano de 2011 foi decisivo para o fim do conflito, após mais de 8 anos de presença militar no país os ultimos soldados norte americanos deixaram o Iraque em dezembro.

População

Quase 40% da população é formada por pessoas abaixo dos 15 anos de idade. A maioria é constituída de árabes e a segunda maior, de curdos, que habitam o norte do país, na região que ficou conhecida como Curdistão. Além dessas etnias, há turcomanos e assírios.

Aproximadamente dois milhões de iraquianos deixaram o país desde o começo da guerra em 2003, fugindo para nações vizinhas, como a Jordânia e a Síria. Aqueles que têm famílias no ocidente juntaram-se aos seus parentes. A religião predominante é o islamismo, que corresponde a cerca de 97% da população, sendo que 65% são xiitas e os demais, sunitas.

Na falta de ordem no país, radicais islâmicos continuam exercendo tremenda pressão sobre a sociedade, para conformar-se às interpretações extremas da lei islâmica. Além do mais, a frequente violência sectária, inclusive com ataques a templos, tem impedido a livre prática da religião.

Economia

A economia do Iraque baseia-se na exportação de petróleo: o país possui poços em abundância em Kirkuk, Rumayla e Mosul. Atualmente o Iraque produz e comercializa seu próprio petróleo. A agricultura é outra importante fonte de renda para os iraquianos, queproduzem cevada, trigo, cana-de-açúcar e arroz.

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Bandeira da Somalia  5. Somália 

 
Rank: 5 – Posição em 2012: 4 Pontuação: 74/100
Líder: Presidente Sheikh Ahmed Governo: Islam
Religião: Islamismo População: 10,1 milhões (poucas centenas de cristãos)

 

 

 

 

Os poucos cristãos são fortemente perseguidos, e devem praticar sua fé em segredo. Alguns foram forçados a fugir para viverem em outros países.

A Igreja

Os primeiros missionários cristãos chegaram à Somália em 1881. Em quase um século de trabalho, eles conseguiram algumas centenas de convertidos, até que foram obrigados a se retirar do país em 1974.

O Cristianismo é uma religião minoritária na Somália: aproximadamente mil praticantes em uma população de mais de 9 milhões de pessoas. 
A maioria dos cristãos somalis pertence à etnia minoritária bantu. Não há perspectiva de crescimento da igreja na Somália para os próximos anos, devido à constante instabilidade política e econômica em que vive o país e aos constantes ataques de grupos radicais islâmicos.

A Perseguição

A falta de lei no país (não há Constituição, por exemplo) abre espaço para o crescimento do extremismo religioso, que é o grande responsável pela perseguição aos cristãos somalis.

Há uma Carta de Direitos do governo de transição, mas não possui restrições ou proteções à liberdade religiosa. Duas regiões no país – Somalilândia e Puntlândia – adotaram o islamismo como a religião oficial. Em ambas as regiões, os muçulmanos não podem abandonar o islamismo, sob pena de morte. Ou seja, para os somalis, o ex-muçulmano é um infiel, que merece a morte.

Extremistas têm acusado organizações cristãs de ajuda humanitária de aproveitarem o caos no país para divulgar o evangelho. Tais acusações acabam atraindo a atenção da mídia e levando a ataques públicos contra os cristãos por parte dos jornais locais. Além disso, os partidos políticos muçulmanos têm publicado relatórios que detalham os programas evangelísticos e advertem severamente o povo somali a manter distância de tais atividades. Desde que se tornou independente, em 1960, a Somália sofre com grupos radicais, como o Movimento Nacional Somali (SNM), o Movimento Patriótico Somali (SPM), o Congresso Somali Unido (USC) e o mais conhecido deles, o Al Shabaab, grupo radical islâmico criado em 2004, que domina algumas áreas ao sul do país e tem como objetivo principal derrubar o governo de transição da Somália e instalar um governo teocrático baseado na Sharia (lei islâmica). O Al Shabaab é financiado pela Al Qaeda: além de causar instabilidade política no país, esses grupos coíbem e reprimem qualquer possibilidade de trabalho missionário ou de evangelismo no país.

História e Política

A Somália está localizada no extremo leste do continente africano, na região semiárida conhecida como Chifre da África. O território somali apresenta paisagens variadas, com regiões montanhosas ao norte, desertos e savanas na área central e uma região subtropical ao sul. A origem do nome do país é incerta, mas Somália significa “terra dos somalis”.

Há na Somália artes rupestres que datam do período paleolítico, de aproximadamente 9.000 anos antes de Cristo. As evidências mais antigas de cerimônias funerárias no Chifre da África foram encontradas em cemitério da Somália, datadas do ano 4000 a.C. Na antiguidade, os estados-cidades que formavam a Somália desenvolveram um comércio muito lucrativo com os principais impérios da época (Egito, Grécia, Pérsia, Roma), aos quais fornecia especiarias como mirra e incenso.

No século VII os árabes se instalaram na costa da Somália, com o intuito de desenvolver o seu comércio na região e pregar a religião islâmica. A rápida adesão ao Islã por parte da população somali influenciou para que a religião se expandisse com sucesso por todo o seu território. No século XIX, as cidades litorâneas da Somália foram incorporadas ao Império Turco-Otomano. No século XX, tornou-se colônia italiana juntamente com a Etiópia, denominada Somalilândia Italiana; durante a Segunda Guerra Mundial, parte do seu território foi ocupada pelos britânicos.

A Somália tornou-se independente em 1960, quando italianos e britânicos se retiraram e o território foi unificado. Desde sua independência, o país tem tido conflitos com a Etiópia pela posse da região de Ogaden (Estado da Etiópia).

A Guerra Fria acabou por beneficiar a Somália economicamente, pois o país recebia subsídios da União Soviética em um primeiro momento; mais tarde, passou a recebê-los dos Estados Unidos. Apesar disso, os conflitos internos e externos acabaram por devastar a nação e sua população.

Em 1991, uma sangrenta guerra civil derrubou a ditadura governante e lançou o país em total desgoverno, com mais de 20 clãs armados lutando entre si pelo poder. Em 1992, as Nações Unidas intervieram no conflito, a fim de fornecer ajuda humanitária aos necessitados.

Embora o caos e a luta entre os diversos clãs ainda persistam em quase todo o território somali, um governo de transição foi estabelecido em 2004 para promover o processo de paz, após a iniciativa do presidente de Djibuti, Ismael Omar Guelleh, de reunir mais de dois mil representantes somalis em seu país.

O Governo Federal de Transição está situado na capital, Mogadíscio. A cada cinco anos escolhe-se um novo presidente para o governo de transição. No entanto, seu inimigo, a União de Cortes Islâmicas, embora tecnicamente derrotado, continua lutando, com a ideia de instaurar o caos e impor a lei islâmica à sociedade.

Em setembro de 2012 o país organizou eleições presidenciais e elegeu seu presidente após mais de 20 anos de instabilidade política.

População

A maioria da população pertence à etnia somali, que se divide em inúmeros clãs. No entanto, os quatro maiores clãs – dir, daarwood, hawiye e isxaaq – respondem por aproximadamente três quartos da população do país. Os outros clãs, considerados inferiores, agrupam 20% dos somalis localizados no sul e uma minoria pertencente à etnia banta.

O islamismo é a religião oficial da Somália e, com raras exceções, a maioria dos somalis segue a tradição sunita. Há alguns hindus entre os indianos que trabalham no país.

A Somália é uma das nações mais pobres do mundo. Após anos de guerra civil, a economia entrou em colapso e é controlada por uma minoria que explora o narcotráfico, a venda de armas e o comércio de alimentos. A maioria dos somalis vive da pecuária e da agricultura de subsistência, dependendo dos programas de ajuda humanitária.

Economia
A economia do país foi praticamente devastada devido aos vários anos de guerra civil. A agricultura e a pecuária são os setores mais importantes da economia e correspondem a cerca de 40% do PIB do país. Devido às guerras e à fome, a Somália tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil do mundo; o país está entre os oito mais pobres do mundo.

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Bandeira das Maldivas  6. Maldivas 

 
Rank: 6  – Posição em 2012: 6 Pontuação: 74/100
Líder: Presidente Mohammed Waheed Hassan Governo: República
Religião: Islamismo População: 395.000 (Poucos cristãos)

 

 

 

 

Todos os cidadãos devem ser muçulmanos, e qualquer outra religião é proibida. Os cristãos são discriminados pelo governo e a sociedade. Não é permitido construir igrejas ou importar materiais religiosos.

A Igreja

O cristianismo teria chegado às Ilhas Maldivas através dos portugueses, na segunda metade do século XVI, que tinham interesses comerciais nas ilhas. Os portugueses permaneceram ali por apenas 15 anos. As tentativas de cristianizar as Maldivas por parte de portugueses, holandeses e britânicos foram sem sucesso.

Acredita-se que o cristianismo seja praticado apenas por turistas e trabalhadores estrangeiros. Basicamente, os cultos são realizados por pequenos grupos que se reúnem em casas para leituras bíblicas informais. Os cristãos maldívios têm ligações históricas com as igrejas do Sri Lanka, especialmente com os católicos.

A Perseguição

De acordo com a constituição de 2008, o islamismo é a religião oficial das Maldivas, seu sistema legal baseando-se na legislação islâmica (sharia). Os direitos individuais são reconhecidos, mas não podem contrariar o islã: é estritamente proibido aos cidadãos maldívios praticar outras religiões que não a muçulmana. Consequentemente, a evangelização é totalmente proibida. Os estrangeiros podem praticar sua fé, mas somente na esfera privada. Além disso, a constituição proíbe os não-muçulmanos de votar e de ocupar cargos públicos.

De acordo com o artigo 36 da constituição, é imperativo que os pais e o estado forneçam educação primária e secundária às crianças e que tal educação seja baseada na religião islâmica, mesmo que os pais não sejam adeptos do islamismo.

Até 1985, não havia cristãos conhecidos entre o povo maldívio, porém, nos últimos anos, pequenos grupos de novos convertidos têm se reunido para cultuar a Deus e estudar a Bíblia.

De acordo com a organização inglesa Christian Solidarity Worldwide, 50 cristãos maldívios foram presos devido à sua fé. As autoridades muçulmanas decidiram buscá-los e prendê-los após a transmissão de um programa cristão de rádio, na língua local. Na cadeia, o grupo foi pressionado a renunciar à fé cristã e a retornar ao islamismo. Segundo informações, esses cristãos ainda foram forçados a participar de orações islâmicas e a ler o Alcorão.

Os cristãos maldívios não ficaram surpresos com as prisões. Eles haviam lido sobre a perseguição na Bíblia, mas sabiam que o poder, o amor e a presença de Deus estariam com eles, auxiliando-os a superar aquela situação. A fé daquele grupo provocou forte impacto sobre os demais maldívios. Pela primeira vez, viram seus compatriotas persistirem voluntariamente na fé cristã, apesar dos sacrifícios, sofrimentos e hostilidades. Além da perseguição oficial, os cristãos também costumam ser marginalizados por suas famílias e muitos perdem seus empregos.

As Maldivas podem ser um paraíso turístico, mas há padrões culturais muito sombrios debaixo da aparência idílica e o perdão é algo raro. Além disso, as pessoas acreditam e se desesperam com o inferno, pois no islamismo há pouca esperança de se alcançar o céu. Na fé muçulmana, não há cruz, ressurreição ou salvação, e são poucos os sinais que indicam interesse ou amor de Deus pelo indivíduo.

Atualmente, os maldívios estão começando a reconhecer que o poder de decidir qual é a suprema verdade para todos os cidadãos não deveria estar nas mãos de alguns poucos indivíduos.

História e Política

A República das Maldivas é um grande arquipélago de 1.190 ilhas, localizado a 1.600 km a sudoeste da Índia. Essas ilhas de coral agruparam-se em 26 atóis; 200 ilhas são habitadas e 80 são resorts para turistas. O nome Maldivas deriva da palavra árabe Mahal, que significa “palácio” – também conhecido como Dhibat-al-Mahal, ou “palácio de ilhas”. Mas alguns estudiosos acreditam que o nome deriva do sânscrito maladvipa, que significa “guirlanda de ilhas”.

As Maldivas foram habitadas a partir do século V a.C. por povos do subcontinente indiano, mais especificamente por drávidas e cingaleses, que introduziram nas ilhas suas práticas e costumes, de acordo com a religião budista. As riquezas naturais (pérolas, especiarias, coco, peixe e búzios) das ilhas fomentaram o comércio dos nativos com outros povos, como chineses e árabes.

O islamismo chegou ao país através de comerciantes persas e árabes por volta do ano 1153. O país, que era de maioria budista até então, foi rapidamente islamizado e se tornou um sultanato. Nos séculos seguintes a região foi invadida pelos europeus, que estavam de olho nas riquezas do país e em sua posição geográfica estratégica. Os ingleses foram os europeus que por mais tempo conseguiram exercer influência política sobre as ilhas, transformando-as em protetorado britânico (1887-1965).

Em 1965 as Maldivas se tornaram independentes do domínio britânico, após um acordo assinado com o Reino Unido. Três anos depois foi abolido o sultanato nas ilhas e estabelecida a república presidencialista, forma de governo atual. O presidente do país é eleito a cada 5 anos, através do voto secreto do parlamento.

População

A população das Maldivas conta com diversos grupos étnico-linguísticos, como cingaleses, dravidianos, árabes, australianos e africanos. Sua população é considerada 100% muçulmana sunita.

Economia

As indústrias de turismo (contribuem com cerca de 20% do PIB) e transportes são o carro-chefe da economia das Maldivas: mais de 700 mil turistas visitam o país anualmente, devido às suas belezas naturais. A pesca representa o segundo maior setor de sua economia, seguida pela agricultura e manufaturas industriais. A pesca é a principal ocupação dos maldívios: este setor emprega cerca de 11% da população do país. 

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Bandeira de Mali  7. Mali 

 
Rank: 7 – Posição em 2012: NA Pontuação: 73/100
Líder: Presidente Interino Dioncounda Traore Governo: República
Religião: Islamismo População: 15,5 milhões (351 mil cristãos)

 

 

 

 

 

História e Política

País da África Ocidental, o Mali faz fronteira com Mauritânia, Argélia, Senegal, Guiné, Costa do Marfim, Burkina Faso e Níger. O que se sabe sobre a história desse país é que ele foi palco de antigos reinos africanos como o Império Gana. Populações teriam migrado do deserto do Saara para a região do vale do Níger há 5 mil anos. No século 11 os berberes almorávidas começaram a islamizar a África Ocidental. Nos séculos 15 e 16 desenvolve-se na região o Império Songhai que se tornaria um dos centros de difusão islâmica. Seu território foi dominado pelos franceses no século 19 e torna-se parte do “Sudão Francês”.

O país se torna independente do domínio francês e é transformado em uma república em 1960. De 1968 a 1991 o país fica sob o comando ditatorial de Moussa Traoré. A década de 1990 seria particularmente difícil para a população mali devido aos diversos conflitos entre forças do governo e rebeldes tuaregs que lutam por seus direitos. As primeiras eleições democráticas do país foram realizadas em 1992.

Atualmente o Mali enfrenta duas grandes ameaças. A primeira diz respeito aos grupos separatistas que querem dividir o país entre sul (rico e desenvolvido) e norte (pobre). A segunda ameaça são os grupos radicais islâmicos que atuam na região do Sahel. No início de 2012 vários grupos rebeldes lutaram no norte do Mali pela independência de seus territórios ou por uma maior autonomia.

Esses conflitos resultaram na queda do então presidente Amadou Toumani Touré (golpe de Estado) quando os militares tomaram o poder alegando que Touré era incapaz de barrar as revoltas rebeldes e os ataques de grupos terroristas. O novo presidente do país é Ibrahim Boubacar Keita, eleito democraticamente em agosto de 2013.

População

O Mali é um país de composição multiétnica, há pelo menos 5 grandes grupos étnicos dentro do país, o que por um lado é bom por ter uma cultura diversificada, mas por outro é um fator de estranhamento e conflito entre os grupos quando seus interesses políticos e econômicos são diferentes. Cerca de 65% de sua população vive em áreas rurais e o maior centro urbano do país é a capital Bamako com mais de 1,5 milhões de habitantes. O Mali tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil do mundo, pouco mais de 10%. O Francês é o idioma oficial do país, mas o mais falado é o Bambara um dialeto local.

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Bandeira do Ira  8. Irã 

 
Rank: 8 – Posição em 2012: 5 Pontuação: 72/100
Líder: O Aiatolá Ali Khamenei Governo: República Islâmica
Religião: Islamismo População: 78,9 milhões (450.000 cristãos)

 

 

 

 

Os cristãos relatam violência física, ameaças e discriminação por causa de sua fé. Muitos cultos têm sido monitorados pela polícia secreta.

A Igreja

Segundo o relato de Atos 2:9, havia cristãos medos/persas entre os primeiros cristãos, na ocasião do pentecostes. A presença de cristãos na Pérsia data, então, desse período e já no século IV d.C. havia ali uma igreja cristã persa bem organizada. Ali se desenvolveu um cristianismo sírio, cuja língua era o aramaico. Ainda no século IV, a Armênia e a Mesopotâmia foram devolvidas aos domínios persas. Com isso, os cristãos dessas cidades, após fugirem da perseguição Sassânida, viram-se novamente sob o jugo dos persas, razão pela qual hoje a Igreja iraniana é composta em sua maioria por armênios.

No século V, por não concordar com alguns dogmas do cristianismo ocidental (católico) e devido às constantes guerras entre os persas e os bizantinos, a igreja persa rompeu com o restante da igreja cristã. Além disso, os cristãos persas eram adeptos do Nestorianismo*, e os nestorianos foram expulsos e perseguidos pela Roma Cristã por sua concepção acerca de Jesus.

Após a chegada do Islamismo no país através dos árabes, no século VII d.C., a situação dos cristãos no Irã piorou bastante. Nos últimos cinco séculos, o Cristianismo no Irã tem sido uma religião tolerada: os primeiros missionários católicos chegaram ao país no século XVII e os primeiros protestantes, no XVIII.

Depois da Revolução Islâmica, em 1979, a situação da Igreja mudou drasticamente, resultando na queda do número de cristãos nas igrejas oficiais, principalmente por causa da emigração para outros países.

As igrejas oficiais (registradas no governo) têm, juntas, cerca de 150 mil membros. A maior parte deles é de origem armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs.

A Perseguição

A primeira perseguição aos cristãos na Pérsia talvez tenha acontecido no século IV d.C., quando os persas sassânidas, governantes na época, resolveram aumentar seus impostos e persegui-los, por considera-los um grupo subversivo e desleal ao governo estabelecido. Além disso, o fato de Constantino ter declarado o cristianismo a religião do Império Romano também contribuiu para a rejeição dos sassânidas aos cristãos, já que os romanos eram os grandes inimigos dos persas. Devido à perseguição, muitos cristãos persas emigraram para outras regiões controladas pelo Império Romano.

Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos. O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

É permitido que igrejas ligadas à minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país. Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, porém alguns deles são da polícia secreta e monitoram as reuniões.

Cristãos ativos sofrem pressão: são interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução. Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que frequentemente ameaçam os cristãos de morte.

Além da violência exercida pelas autoridades, os ex-muçulmanos são também oprimidos pela sociedade. Eles têm dificuldade em encontrar e manter um emprego, pois são demitidos quando se descobre que são convertidos. Aqueles que começam um negócio próprio têm problemas em fazer clientela. Para esses cristãos, é difícil ganhar dinheiro.

Em 2008, aconteceu um grande número de ataques a igrejas domésticas e muitos cristãos foram presos, fazendo desse um dos anos mais difíceis para a Igreja desde a Revolução Islâmica em 1979. No natal de 2011 dezenas de cristãos foram presos pela policia iraniana. O crescimento das igrejas domésticas tem deixado as autoridades políticas e religiosas com receio, o que leva a uma repressão maior.

História e Política

Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões, a luta de Ester e Mordecai para salvar o povo judeu, e o serviço de Neemias ao rei.

O país está estrategicamente localizado no Oriente Médio. Seu território é formado por platôs desérticos cercados de montanhas, banhado pelo Mar Cáspio e pelo Oceano Índico. Seu nome atual (Irã) deriva da palavra “airyana”, em referência às populações arianas que habitavam a Pérsia. Seu antigo nome (Pérsia) fazia referência a Perses, filho de Perseu, personagem da mitologia grega e antepassado dos antigos reis persas.

A história do Irã iniciou-se em tempos bastante remotos, quando povos indo-europeus se estabeleceram na região, por volta de 2000 a.C. No planalto iraniano formaram-se dois grandes povos divididos em dois grandes reinos: os Medos e os Persas. O reino dos persas era comandado pela família Arquemênida, que deu nome à dinastia que reinou na Pérsia até ser conquistada pelos Macedônios. No século VI a.C., Ciro, o Grande, unificou os exércitos dos medos e dos persas para formar o Império Persa, um dos maiores impérios que o mundo conheceu. O rei Dario continuou a expansão do império e alcançou a cordilheira do Hindu Kush, na atual fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Mais tarde, Alexandre, o Grande, sobrepujou o Império Persa e o anexou a seu próprio império. O Império Alexandrino foi sucedido pelo Império Sassânida, que restaurou a cultura persa e governou até 640, quando foi derrotado pelos árabes.

Durante as dissidências e divisões ocorridas nos anos posteriores a Maomé, o Irã tornou-se intimamente associado ao islamismo xiita.

Em 1200, uma esmagadora invasão dos exércitos mongóis devastou o país. O Irã mal havia se recuperado deste golpe quando os exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central) avançaram sobre o território persa, conquistando cidades como Shiraz e Esfahan, ainda que mais lentamente do que a primeira invasão mongol.

A dinastia Safávida chegou ao poder em 1501, após a desintegração do Império de Tamerlão, governando até 1722, quando foi derrubada por uma efêmera invasão afegã. Em 1796, a dinastia Kajar chegou ao poder e governou até o início do século XX.

Na história mais recente, o xá Reza Pahlevi assumiu o poder em 1962 e iniciou uma série de reformas, visando à modernização do país. Suas mudanças levaram as alas conservadoras a tomar o poder. O aiatolá Khomeini assumiu o governo em 1979, derrubando, através da “revolução islâmica”, a monarquia e obrigando o xá ao exílio. Foi estabelecido um sistema teocrático de governo. Após a morte de Khomeini, em 1989, o novo governo procurou manter-se teocrático, ao mesmo tempo em que procurava uma postura mais moderada. Esse sistema deu o poder religioso à autoridade, que passou a ser conhecida como “líder supremo'”. De 1980 a 1988 o país entrou em guerra com o vizinho Iraque, causada por uma disputa territorial que teve início na década de 1970.

O Irã é uma República Teocrática: tem um presidente, mas quem dita as regras é a elite religiosa dos aiatolás. O país desempenha papel fundamental na estabilidade politica e militar no Golfo Pérsico.

População

Os persas, principal etnia do Irã, compõem apenas metade da população do país. O restante da população se divide entre os grupos: árabe, azeri, baluche, curdo, gilaki, lur, mazandarani e turcomano. São faladas 77 línguas no país.

A religião oficial do país é o islamismo, sendo os xiitas a maioria. Existem pequenas minorias de zoroastras, bahaístas, judeus e cristãos. Em fevereiro de 2011, milhares de pessoas tomaram as ruas da capital, Teerã, para protestar contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Essa revolta foi impulsionada pelas manifestações que aconteceram em outros países do mundo muçulmano.

Economia

A economia iraniana é baseada na exportação de petróleo e gás natural. Além desse combustível e seus derivados, o país é conhecido pela tapeçaria, que também é exportada. O Irã se desenvolveu de forma significativa, mas grande parte do progresso foi perdida nas décadas seguintes à revolução de 1979, e o crescimento da economia tem sido moderado.

Em anos recentes, o Irã adotou uma postura mais moderada e menos oposicionista ao Ocidente.

*O Nestorianismo é uma doutrina de estudos cristológicos que analisa, sobretudo, a natureza divina de Cristo, fazendo separação entre o Cristo homem e o Cristo Deus, sem, contudo, negar ambas. O criador dessa doutrina foi o monge Nestório de Alexandria (380-451 d.C.), que se tornara Patriarca de Constantinopla em 428 d.C. Nestório foi considerado herege pelo Concílio de Éfeso (431 d.C) por afirmar que Maria não era a mãe de Deus, mas apenas de Jesus.

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Bandeira do Iemen  9. Iêmen 

 
Rank: 9 – Posição em 2012: 8 Pontuação: 72/100
Líder: Presidente Abd Rabuh Mansur Hadi Governo: República
Religião: Islamismo População: 24,7 milhões (alguns milhares de cristãos)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É um dos países menos evangelizados no mundo, os cidadãos não podem mudar de religião. Os que se convertem ao cristianismo enfrentam oposição e possível pena de morte.

A Igreja

O cristianismo se estabeleceu na região enquanto o Iêmen estava sob o domínio do Império Romano, por volta do século IV.

O principal centro do cristianismo na Arábia foi o Iêmen. Há uma tradição que diz que, durante o reinado de Yazdegerd I (399-420) na Pérsia, um mercador chamado Hayyan, do Iêmen do reino Himyarites, foi para Constantinopla. Em seu retorno, ele parou no reino árabe afluente do Hirta, na fronteira leste do Eufrates persa. Lá, ele frequentou a companhia dos cristãos nestorianos*  e foi convertido à fé cristã. Em seu retorno ao Iêmen, anunciou o Evangelho no Iêmen, assim como nas localidades vizinhas.

Na cidade de Aden, um porto ao sul do país, existem três igrejas católicas romanas e uma anglicana. Há pouquíssimos iemenitas convertidos, que ainda não estão organizados em uma igreja regular. Muitos deles chegaram ao conhecimento de Jesus Cristo por meio de transmissões radiofônicas e mantêm suas identidades religiosas em sigilo, pois temem o que pode lhes acontecer, se forem descobertos.

Missionários e ONGs cristãs afiliadas a grupos de ajuda operam no país, mas a maioria restringe suas atividades às áreas médica, social e educacional.

*Adeptos do Nestorianismo. O Nestorianismo é uma doutrina de estudos cristológicos que analisa, sobretudo, a natureza divina de Cristo, fazendo separação entre o Cristo homem e o Cristo Deus, sem, contudo, negar ambas. O criador dessa doutrina foi o monge Nestório de Alexandria (380-451 d.C.), que se tornara Patriarca de Constantinopla em 428 d.C. Nestório foi considerado herege pelo Concílio de Éfeso (431 d.C) por afirmar que Maria não era a mãe de Deus, mas apenas de Jesus.

A Perseguição

As primeiras perseguições aos cristãos do Iêmen teriam partido dos judeus que já estavam no país, quando o cristianismo chegou lá. O rei Yazdegerd I a princípio apoiava o cristianismo, mas devido a uma revolta religiosa na região, quando um bispo católico tentou incendiar um templo zoroastra, viu-se forçado pelos magos zoroastras a perseguir e matar os cristãos. Muitos cristãos foram mortos e expulsos do reino.

Os cristãos sofreriam mais tarde, no século VII, com o advento do islamismo, que expulsou muitos do país. No final da década de 1960, os cristãos sofreram com o comunismo, que dominou a região sul (Iêmen do Sul), destruindo e confiscando igrejas.

Em 1994 estourou uma guerra civil no país, principalmente na região sul, onde igrejas foram queimadas ou seriamente danificadas. Após esse conflito, um grupo radical islâmico, Al Islah, pressionou o governo para a aprovação de uma constituição baseada na sharia.

A Constituição declara que o islamismo é a religião do Estado e que a Sharia (lei islâmica) é a fonte de toda a legislação. Muçulmanos e seguidores de outros grupos religiosos que não sejam o Islã são livres para adorar de acordo com suas crenças, no entanto o governo proíbe o proselitismo e a conversão de muçulmanos a outras religiões.

O emprego da sharia é mais comum na região norte do país, onde os muçulmanos são mais conservadores. A perseguição contra os muçulmanos que abandonam o islamismo é perpetrada principalmente pela família e pela sociedade.

História e Política

O Iêmen localiza-se na Península Arábica e faz fronteira com a Arábia Saudita ao norte e com Omã ao oeste. O país situa-se sobre uma importante cadeia de montanhas, que separa uma pequena faixa litorânea dos desertos ao norte e no interior da Península Arábica. O relevo é caracterizado pela presença de inúmeros vales, onde se pode cultivar uma grande variedade de produtos agrícolas. Seu nome vem do árabe, al-Yaman, que significa lugar ao sul, indicando sua posição geográfica em relação à Arábia Saudita. Na antiguidade foi chamada por gregos e romanos de “Arábia Feliz”, em referência às suas vastas riquezas naturais.

Entre o século VIII a.C. e o VI d.C., o Iêmen foi dominado por seis estados  rivais entre si; podiam também se aliar, para controlar o lucrativo comércio de especiarias. Esses impérios eram: Saba, Ma’in, Qataban, Hadhramaut, Awsan e Himyar. No século VI d.C. foi dominado pelos persas sassânidas e, no século VII, pelos árabes muçulmanos: eles chegaram ao país em 630 d.C., islamizaram-no e fizeram do Iêmen parte do reino muçulmano da Arábia.

No século XIX o país foi dominado e dividido entre britânicos e turco-otomanos, após a abertura do Canal de Suez em 1870. Devido à sua posição estratégica, o Iêmen passou a ter ainda mais importância para o Império Britânico, que, através do porto do Aden, pôde fiscalizar com mais assiduidade seu comércio marítimo e a movimentação turca na região. Em 1967 o Iêmen se tornou independente do jugo imperialista britânico, quando a Frente de Libertação Nacional dominou o porto de Aden, criando a República Popular do Iêmen (Iêmen do Sul), de cunho socialista.

O norte do país ficou conhecido como República Árabe do Iêmen ou Iêmen do Norte. Após sucessivas guerras civis entre o norte e o sul do país, e depois da queda do comunismo no início da década de 1990, promulgou-se uma nova constituição, agora para a unificação, que ocorreu em 22 de maio de 1990. O país passou, então, a se chamar República do Iêmen e é chefiado pelo presidente Ali Abdullah Saleh.

No início de 2011, houve revoltas e manifestações populares pró e contra Ali Abdullah Saleh, que governava o país há 32 anos, considerando-se o período em que foi presidente do Iêmen do Norte e pós-unificação. Em 23 de novembro de 2011 Saleh assinou um acordo mediado por países árabes do Golfo Pérsico no qual renuncia a presindência passando o poder temporariamente a seu vice Abd-Rabbu Mansour Hadi.

As eleições para presidente foram realizadas em fevereiro de 2012 com sucesso.

População

Os iemenitas, na maioria, são agricultores, pescadores ou artesãos que fornecem produtos aos varejistas das áreas urbanas. Os setores de serviços, construção civil, indústria e comércio ocupam menos de um quarto da força de trabalho. O desemprego é alto no país: 35% da população está desempregada.

No Iêmen, é comum o cultivo do khat**. Quando suas folhas são mastigadas ou utilizadas em chás, produzem um efeito alucinógeno. Diz-se que é o vício em khat que paralisa a população iemenita, mergulhada em miséria e pobreza.

O Iêmen é o mais pobre dos países árabes: 45% da população vive abaixo da linha nacional de pobreza. Há, porém, uma pequena elite, formada por pessoas extremamente ricas. O governo, dominado pela elite econômica, é repleto de heróis de guerra. O serviço militar é obrigatório no país e as bases militares estão espalhadas pelo campo.

**A planta chamada de khat recebeu inúmeros nomes, como qat e ghat no Iêmen, qaat e jaad na Somália, chat na Etiópia e miraa no Quênia e na Tanzânia. O khat vem sendo cultivado para o uso como estimulante por séculos no Chifre da África e na península Arábica. Lá, o hábito de mascar o khat é mais antigo que o hábito do café, sendo utilizado num contexto social similar. Suas folhas frescas são mascadas ou, mais raramente, secas e consumidas na forma de um chá, para atingir um estado de euforia e estímulo;

Economia

O Iêmen é muito dependente das suas reservas de petróleo, que correspondem a cerca de 25% do PIB do país. A agricultura é muito favorecida pelas constantes chuvas. Devido ao declínio das jazidas de petróleo, o governo tem procurado diversificar a economia através de um programa de reformas,  iniciado em 2006, para os setores não petrolíferos.

Transferências Disponíveis

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Bandeira da Eritreia  10. Eritreia  

 
Rank: 10, Posição em 2012: 11 Pontuação: 72/100
Líder: Presidente Isaias Afewerk
Governo: Estado de partido único
Religião: Islamismo / Cristianismo População: 6,1 milhões (2,5 milhões de cristãos – a maioria ortodoxos)

 

 

 

 

Todas as igrejas evangélicas estão fechadas desde uma lei em 2002. Mais de 2.800 cristãos estão na prisão, e seus familiares não têm notícias deles há meses e anos.

A Igreja

O cristianismo chegou ao país em 34 d.C., através de um tesoureiro do reino de Sabá, mas foi difundido com mais eficiência e rapidez no século IV d.C. O cristianismo ortodoxo (Tewahdo) é o mais praticado pelos eritreus: outros grupos cristãos, como católicos e protestantes, só chegaram ao país após 1890 com o domínio italiano. Os cristãos são basicamente ortodoxos e quase inteiramente da etnia tigrínia. As igrejas evangélicas estão crescendo, mas são limitadas em recursos para treinamento e evangelismo. 

O governo exige que os grupos religiosos se registrem, mas não aprova nenhum registro, desde 2002, além dos quatro principais grupos religiosos: a Igreja Ortodoxa da Eritreia, a Igreja (luterana) Evangélica da Eritreia, o Islã e a Igreja Católica Romana. Os demais grupos religiosos não têm permissão para se reunir ou atuar livremente no país e quando o fazem são perseguidos.

A perseguição

Os cristãos estão sofrendo a pior perseguição de toda a história da Eritreia.

A Constituição de 1997 prevê liberdade religiosa, no entanto, ela ainda não foi implementada. Assim, não é permitida a distribuição de Bíblias no Exército e nas escolas. Desde setembro de 2001, foi suspensa definitivamente toda impressão de materiais religiosos (papéis e livros devocionais ou particulares etc.).

Desde maio de 2002, todas as igrejas evangélicas estão fechadas por ordem do governo e precisam de autorização para funcionar. A prática de prender aqueles que se reúnem ou exercem qualquer outra atividade religiosa sem a autorização do governo já causou a prisão de mais de dois mil cristãos. Eles são mantidos em condições desumanas, presos em contêineres de metal ou em celas subterrâneas.

Os evangélicos não têm personalidade jurídica e, até agora, os registros para suas igrejas não foram concedidos. Atualmente, a igreja evangélica reúne-se ilegalmente nas casas. O governo controla as escolas que eram cristãs e reluta em registrar outras. Em 2002, o governo do presidente Isaías Afworki fechou as 12 igrejas protestantes independentes da Eritreia, proibindo suas congregações de se reunir até mesmo em casas. Desde então, pastores, soldados, mulheres, adolescentes, crianças e idosos foram presos quando surpreendidos em uma reunião, lendo a Bíblia e orando em grupos. O estado reconhece somente quatro instituições religiosas “históricas” no país, a saber: o islamismo e as igrejas ortodoxa, católica e luterana evangélica.

Dois líderes-chave da Igreja do Evangelho Pleno, uma das maiores denominações pentecostais da Eritreia, foram presos às seis horas da manhã de 23 de maio de 2004, em suas casas, em Asmara. Durante as detenções, os policiais confiscaram as chaves dos gabinetes pastorais, ameaçando verbalmente suas esposas. Haile Naizgi, que exerce o cargo de  presidente da Igreja do Evangelho Pleno e o Dr. Kifle Gebremeskel, como presidente da Aliança Evangélica na Eritreia, estão presos em Asmara sem nenhum contato com suas famílias ou visitantes.

Na mesma época, uma cantora cristã eritreia também foi presa, em uma operação do Ministério da Defesa, apesar de ter cumprido seu serviço militar e nacional obrigatório. Helen Berhane era membro da Igreja Rema e havia lançado um CD que se tornara popular entre os jovens. Ela não atendeu às exigências: assinar um documento renegando sua fé em Cristo, prometendo não cantar mais, não compartilhar sua fé em Cristo e não realizar quaisquer atividades cristãs na Eritreia. Por isso, Helen ficou presa até o início de 2007. Ela saiu do país clandestinamente naquele ano e conseguiu asilo na Dinamarca, onde mora com sua filha.

Há mais de uma década, a Eritreia declarou que todos os grupos cristãos que não pertencessem às igrejas oficiais do governo não podiam funcionar de maneira nenhuma. Até o momento, o governo aprisionou milhares de cristãos. Muitos deles ainda permanecem sob custódia, sem nunca terem ido a julgamento para definir sua situação. Estima-se que 16 pessoas morreram este ano nas prisões, devido a doenças, tortura e desnutrição.

História e Política

A Eritreia divide-se em quatro principais regiões fisiográficas: a planície costeira do mar Vermelho; o planalto centro-sul, que forma o núcleo do país; as colinas das áreas norte e centro-oeste; e os amplos planaltos ocidentais. Seu nome remete ao antigo nome dado ao Mar Vermelho em latim: Mare Erythraeum. Segundo descobertas mais recentes da arqueologia, os povos que habitavam essa região datam de milhares de anos a.C. A bíblia se refere aos povos que viveram nessa região (Eritreia, Etiópia, Somália) como etíopes.

No século VIII a.C., apareceu uma civilização urbana no planalto da Eritreia, relacionada ou  talvez formada por uma parte do reino antigo de Sabá. Dessa sociedade relacionada com os povos semíticos na Arábia meridional surgiu a civilização de Axum, em que se baseia a maior parte da história e cultura do país. Axum chegou a ser o maior centro de poder na região do Mar Vermelho. Produzia sua própria moeda, sistema alfabético, dominando as terras e o comércio de toda a região e adotando o cristianismo no século III d.C. Os europeus desse tempo chamavam de Etiópia (o nome dum país mítico e lendário na literatura grega) todas as terras ao sul do Egito, sem distinguir reinos.

O surgimento do Islã na Arábia, do outro lado do Mar Vermelho, debilitou até certo ponto o reino cristão de Axum. A Eritreia viveu sob assédio constante de muitos povos. Os otomanos subjugou o país com a intenção de dominar todo o leste da África. Os egípcios queriam o território eritreu, porque o país contém mais de mil quilômetros da costa do Mar Vermelho e, estrategicamente, seria importante para o comércio no Mar Mediterrâneo e no Canal de Suez.

No século XIX, com o neocolonianismo das potências europeias sobre os países da África, a Eritreia se tornou colônia da Itália. De 1890 a 1941 os italianos dominaram o país, mas ao fim da Segunda Guerra Mundial perderam a autonomia sobre o território para a Grã-Bretanha, que, por interesses políticos e econômicos, juntamente com os EUA e a ONU, unificou seu território ao da vizinha Etiópia como países confederados e sob a administração do rei etíope. Hoje, é evidente por todo o país a influência da colonização italiana nas fábricas, igrejas, cinemas, pizzarias, cafés etc. Asmara, capital do país, foi também a capital das colônias italianas no leste da África. Em 1961, o rei etíope cancelou o acordo da ONU, que unira os dois países sob uma federação, fechou o parlamento eritreu e declarou a Eritreia uma província da Etiópia. Esse posicionamento do governo etíope levou a uma guerra pela independência da Eritreia, que durou 30 anos.

A Eritreia foi o último país africano a declarar sua independência (1991), reconhecida pela ONU em 1993.

Em 1998, Eritréia de Etiópia entraram em guerra (fomentada por países do ocidente, que não se contentavam com a política Eritreia e com sua autossuficiência econômica), devido às divergências sobre suas fronteiras. Essa guerra durou até o ano 2000 e estima-se que mais de 300 mil pessoas morreram. Após a independência, a Eritreia tinha estabelecido uma economia crescente e saudável, mas a guerra de 1998-2000 com a Etiópia teve um grande impacto negativo sobre a economia e os investimentos. Uma parcela significativa de seu território no oeste e sul, onde a agricultura era fonte importante de renda, foi ocupada pela Etiópia. Durante esse período, mais de um milhão de eritreus foram deslocados, embora quase todos tenham sido reassentados em 2007. 

A política exercida na Eritreia é autoritária e unipartidária. O país é governado, desde 1993, pelo presidente Isaías Afewerki, que tem o poder legislativo e judiciário em suas mãos, e pela Frente Popular por Democracia e Justiça (FPDJ). Outros grupos políticos são proibidos de se organizar como partidos e desde a independência do país, em 1993, nunca houve eleições.

População

A população da Eritreia é formada por muitos grupos étnicos: o maior deles é o tigrínia, cuja maioria é cristã. Cerca de 59% da população é alfabetizada, mas metade vive abaixo da linha da pobreza. Toda a população adulta do país (homens e mulheres com mais de 18 anos) deve servir obrigatoriamente nas forças armadas por, pelo menos, 6 meses.

Devido à falta de liberdade política e religiosa, muitos jovens estão fugindo para países vizinhos. O governo costuma punir com severas multas as famílias das pessoas que fugiram do país. De acordo com a ONU,  duas em cada três eritreus sofrem de desnutrição, porém o governo restringe a ajuda de grupos humanitários para limitar a influência externa.

Economia

Cerca de 80% da população do país está envolvida na agricultura de subsistência; a economia do país é totalmente controlada pelo partido que governa o país, a Frente Popular por Democracia e Justiça (FPDJ). Devido à sua economia fechada, poucas empresas privadas permanecem no país.

O futuro econômico da Eritreia depende da sua capacidade de administrar bem os problemas sociais, como o alto índice de analfabetismo, de desemprego, de baixas qualificações e da disposição do governo em investir em uma economia de mercado.

Downloads disponíveis

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Bandeira da Síria  11. Síria   

 
Rank: 11 – Posição em 2012: 16 Pontuação: 71/100
Líder: Presidente Bashar al-Assad Governo: República
Religião: Islamismo População: 21,1 milhões (1,7 milhões de cristãos)
 

 

 

 

 

A Igreja

A Síria é muito significativa na história do cristianismo; Paulo se converteu a Cristo enquanto estava a caminho de Damasco, estabelecendo a primeira Igreja organizada cristã de Antioquia, na antiga Síria. Há indícios de que existiam cristãos na Síria antes mesmo da conversão do apóstolo Paulo, já que ele estava a caminho de Damasco para capturar possíveis cristãos quando se converteu (Atos 9.1-19).

A Igreja Ortodoxa Grega afirma que sua história na região remonta à época da queda de Jerusalém, quando o centro do cristianismo no oriente passou a ser a cidade de Antioquia. Embora estivesse localizada no atual território da Turquia, Antioquia exercia influência sobre a Síria devido à sua proximidade geográfica.

Católicos e protestantes só se estabeleceram na Síria a partir do século XVIII. A influência do cristianismo ocidental sobre o país tornou-se forte a partir de 1890, principalmente devido à influência das escolas cristãs sobre os governantes sírios.
As igrejas evangélicas, caracterizadas pelas atividades evangelísticas, têm mudado a comunidade cristã do país, apesar das pressões que sofre.

Atualmente existem mais de dois milhões de cristãos no país, correspondendo a 10% da população síria. A maior igreja do país é a Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia.

A Perseguição

A Constituição garante liberdade religiosa. É normal que as cerimônias religiosas sejam anunciadas pelo toque dos sinos, alto-falantes podem ser usados para que os cultos sejam ouvidos nas ruas e as lojas cristãs podem fechar aos domingos. As igrejas registradas no governo são respeitadas na sociedade e sua situação é bem aceitável.
Mas, se por um lado, o governo está aberto ao cristianismo e às igrejas, por outro, possui laços com grupos fundamentalistas que são contrários aos cristãos.

As autoridades tentam controlar tudo no país, mantendo a polícia secreta por toda parte. Para quem anda de acordo com o sistema, não há nadar a temer, mas quem desobedece sofre oposição. Evangelizar, por exemplo, é proibido pelo sistema. Então, se os cristãos não perturbarem a ordem e a harmonia social, eles têm liberdade para realizar seus cultos.

Os ex-muçulmanos sofrem com a desconfiança que paira na sociedade, causada pela polícia secreta. Eles têm medo de contar sua história às pessoas, mesmo aos amigos. E a Igreja, por sua vez, tem medo de receber esses convertidos, pois desconfia que possam ser agentes do governo disfarçados – o que não é impossível de acontecer.

Há também a pressão que a família e a sociedade aplicam aos que abandonam o islamismo. Essas convenções sociais fazem com que a conversão de um muçulmano ao cristianismo seja muito rara. Em muitos casos, a pressão social força os que se comprometeram em tais conversões a se mudar para o interior ou a deixar o país, a fim de praticar sua nova religião abertamente.

História e Política

Situada no Oriente Médio, entre o continente europeu e Israel, a Síria possui um grande território, que se estende do Mediterrâneo em direção ao leste, incluindo montanhas, grandes áreas desérticas e a bacia do rio Eufrates. Sua faixa litorânea é separada da região oriental por duas estreitas cadeias de montanhas. No extremo sudoeste do país, encontram-se as Colinas de Golan, área ainda disputada com Israel. Seu nome provavelmente faz referência ao antigo Império da Assíria, que os gregos chamavam  de Sýroi.

A atual Síria foi o centro das civilizações mais antigas do mundo: sua história teria começado cerca de 3.000 anos antes de Cristo, com a criação de dois reinos denominados Ebla e Mari. Devido ao seu crescimento no comércio, às terras férteis irrigadas pelo Eufrates e ao desenvolvimento cultural, esses reinos foram disputados por grandes Impérios, como Mesopotâmia e Egito. Ao longo de sua história, diversos povos e impérios habitaram e dominaram seus territórios: acádios, amorreus, babilônios, hititas, assírios, persas, gregos (macedônios, com Alexandre, o Grande) e romanos. Sob o domínio da cultura helênica (grega), foi o centro dos reinos selêucidas*. No século I a.C., o domínio da região passou para o Império Romano.

No século VII d.C., a Síria foi conquistada pelos árabes muçulmanos após duras batalhas contra o Império Bizantino. Os principais impérios islâmicos dominaram a Síria (Omíadas, Abássidas, Mamelucos); Damasco foi a capital do Califado Omíada. Do século XVI ao XX, o país ficou sob controle do Império Turco-Otomano. Ao fim da primeira guerra mundial (1918), a Síria foi dividida em duas partes: uma administrada pela França (Síria e Líbano) e a outra, pela Grã-Bretanha (Iraque, Palestina e Transjordânia, atuais Israel e Jordânia respectivamente).

Em fevereiro de 1958, a Síria uniu-se ao Egito para formar a República Árabe Unida. Em setembro de 1961, as duas entidades separaram-se e a República Árabe da Síria foi restabelecida.

Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a Síria perdeu as Colinas de Golan para Israel. Em novembro de 1970, Hafiz al-Asad, membro do Partido Socialista, tomou o poder em um golpe e trouxe estabilidade política ao país. Depois da morte do presidente Hafiz, seu filho, Bashar al-Asad, foi aprovado como presidente por referendo popular, em julho de 2000.

As tropas sírias posicionadas no Líbano desde 1976 foram retiradas em abril de 2005. Durante o conflito entre Israel e o Hezbollah, de julho e agosto de 2006, a Síria colocou as suas forças militares em alerta, mas não interveio diretamente em nome do Hezbollah, seu aliado.

As revoltas que derrubaram ditadores em alguns países do mundo árabe, conhecidas como “primavera árabe”, também chegaram à Síria, onde grande parcela da população deseja ver a queda do governo de Bashar al Assad; a outra parte, porém, por medo de partidos radicais islâmicos tomarem o poder, apoia e defende sua permanência no governo, desde que reformas constitucionais sejam feitas.

*O Império Selêucida foi um estado político helenista que existiu após a morte de Alexandre III da Macedónia, cujos generais entraram em conflito pela divisão de seu império. Recebeu este nome porque o general que herdou essa parte dos territórios deixados por Alexandre, se chamava Seleuco. Entre 323 e 60 a.C. existiram mais de 30 reis da dinastia selêucida.

População

A maior parte dos sírios habita as regiões próximas ao Mediterrâneo. Refugiados fazem parte da população: mais de um milhão vem do Iraque e outro meio milhão, da Palestina. 
A maioria dos sírios professa o islamismo sunita, mas há muçulmanos alauítas e drusos, grupos derivados do islamismo xiita. Há uma pequena comunidade judaica no país.

Economia

A economia da Síria é diversificada e gira em torno dos setores de agricultura, indústria e energia. Em âmbito mundial e mesmo no Oriente Médio, a Síria é um pequeno exportador de petróleo, mesmo assim esse gênero é um dos principais de sua economia.

O governo exerce forte controle sobre a economia do país, criando uma série de restrições econômicas. O alto índice de desemprego e a inflação são problemas sérios.

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3 comentários sobre “A Profecia de Jesus Sobre O Fim do Mundo! O Palco Já está Pronto!

  1. É , chegou a hora dos cristãos verem como é gostoso sair perseguindo e matando os outros. Agora se acham os perseguidos do mundo , igual aos judeus. Esta é a religião ! Egocentrica , repressora , oportunista , assassina. Um dia o rato de cansa e se veste de cachorro !

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